Salineiro revela parecer técnico e comprova tarifas abusivas de água e esgoto

16 Nov

Os moradores de Campo Grande pagam, em média, o dobro pelo fornecimento de água e esgoto, em relação aos municípios de Matão e Holambra, interior de São Paulo, onde a concessionária é a mesma que atua na Capital. É o que revela parecer técnico apresentado pelo vereador André Salineiro, na sessão desta terça-feira (31). Depois de fazer um pente-fino no contrato entre a Prefeitura e a Águas Guariroba, analisando inclusive relatórios, o vereador disse que enviará os dados ao Executivo, pedindo revisão no contrato, pois há diferença de até 480% em preços de serviços, no comparativo com a Sanesul e de 170% no valor cobrado pelo esgoto, na comparação com a Águas de Holambra, uma das empresas do Grupo Aegea.

Segundo o vereador, nas demais cidades de MS e em Matão, os moradores incluídos na Tarifa Social nem pagam pelo consumo de até 20m³ de água. “Não estamos mais apenas reclamando por achar que as tarifas e preços de serviços são altos. Agora, temos um parecer técnico que comprova que os valores são abusivos. Além de indícios de desvio de função na destinação de R$ 7 milhões que deveriam ser aplicados em obras e ações voltadas às populações carentes do município, mas foram utilizados para perdoar contas de água e esgoto de hospitais particulares da Capital”, detalhou Salineiro, referindo-se a montantes que constam em relatórios, entre os anos de 2006 e 2012.

O vereador pretende ainda enviar o parecer técnico à Prefeitura, solicitando informações ao Executivo sobre quais medidas serão adotadas frente ao parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) contra as prorrogações do contrato, que chegam a quase 60 anos. Outro questionamento é qual a real aplicação dos valores obtidos para fiscalização e regulação decorrente do repasse de 1% sobre o faturamento bruto da empresa. Além disso, o vereador pede uma renegociação com a empresa para equilibrar os valores cobrados em Campo Grande, inclusive uma revisão na taxa de esgoto, que é de 70% sobre o valor da água consumida, atualmente.

Caroline Maldonado

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