OPINIÃO: Auge do caos na Segurança: Guarda Municipal tira dinheiro do bolso para abastecer viatura

29 Jul

Você não leu errado esse título, guardas municipais estão tirando dinheiro do próprio bolso para colocar combustível nas viaturas e atender ocorrências e até para comprar material de limpeza e de higiene pessoal, como papel higiênico para utilização nos postos, em Campo Grande. Então você pode pensar que eles têm um bom salário que sobra para essas despesas, mas não e pasme: neste ano, um guarda que se ausentou por motivo de saúde recebeu R$ 37,00 de salário, de tão baixa que é a remuneração frente aos descontos. Esse é o resultado da falta de um Plano Municipal de Segurança Pública. Sem verba predestinada, o município não tem como retirar dinheiro de outras áreas para aplicar na Guarda Municipal.

Atualmente, somente as pastas de Educação e Saúde têm verba predestinada nas prefeituras, ou seja, existe um valor mínimo que o município deve destinar para essas áreas. Não é a Segurança tão importante quanto? É urgente que a prefeitura também abrace a questão da Segurança Pública e crie um plano e um Fundo Municipal para a pasta.

Foi o tempo em que o guarda municipal apenas zelava pelo patrimônio público. Hoje, ele tem função de polícia, anda armado, combate meliante nas ruas e ainda fiscaliza a serviço de várias secretarias, como a Secretária Municipal de Educação (Semed), Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Por que nenhuma dessas secretarias contribui com parte da arrecadação para a Guarda Municipal, já que utiliza seus serviços? Se a prefeitura alega que não tem dinheiro para aumentar os salários dos mais de 1.200 guardas que atuam hoje em Campo Grande, por que não começamos a pensar nesse Fundo com um percentual destas secretarias? Precisamos de respostas para estas questões e soluções para a situação da Guarda Municipal.

André Salineiro

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