OPINIÃO: Desmistificando a Guarda Municipal

29 Set

É preciso entender a importância que a Guarda Civil Municipal tem em nossa cidade e quais suas reais funções, pois muita gente faz confusão e não dá o devido respeito. É uma força para ajudar na Segurança Pública, que deve ser melhor aproveitada. Em 2014, foi sancionada a Lei n° 13.022, que estabeleceu normas gerais para o procedimento da Guarda em todo país. Nela, são conferidas atribuições de segurança pública civil. A Guarda passa a ter direito ao porte de arma de fogo e a realizar patrulhamento ostensivo.

Não é só zelo por patrimônio

Em Campo Grande, a Guarda Municipal foi criada em 1990 para proteger o patrimônio, como parques e postos de saúde, zelando pelas instalações e evitando o vandalismo. Atualmente, a Guarda tem diversas outras atribuições, podendo realizar rondas, prisões e portar arma de fogo. O efetivo é de 1.190 guardas, na Capital. Destes, apenas 103 foram capacitados para usar arma de fogo, por enquanto. Eles esperam, há anos, o cumprimento da Lei Federal que prevê o plano de cargos e carreiras. Até as fardas são motivo de reivindicação, pois existem casos onde o guarda tem que comprar a sua própria vestimenta.

Melhor recurso da Prefeitura

Hoje, a guarda é a melhor ferramenta para qualquer município que queira melhorar a segurança pública, independente de apoio dos governos estaduais, que são responsáveis pelas polícias Civil e Militar. A Prefeitura tem liberdade para definir novas políticas que envolvam seu efetivo, porém é necessária vontade política para tornar realidade a valorização salarial e investir em tecnologias e equipamentos. O vídeo monitoramento é um exemplo de tecnologia que poderia ser muito mais aproveitada, dando eficiência ao trabalho dos guardas ao coibir o crime e ajudar a esclarecer ocorrências.

Falta integração

Outra coisa que falta em Campo Grande é a integração da segurança pública. Em Dourados, a Guarda foi criada em 1995 e desde o início os servidores já portavam arma de fogo. Na segunda maior cidade do Estado, o efetivo é de 105 guardas, que realizam ações em conjunto com as polícias Militar, Civil e Federal. Cada organização tem a sua central de atendimento. Se alguém liga na central da Guarda e não tem viatura, eles encaminham para a PM e vice-versa. Além disso, um apoia o outro em uma mesma ocorrência se for necessário.

André Salineiro

#ENQUETE

O que pode melhorar a Segurança Pública?

GABINETE

ITINERANTE