Em votação acirrada, é aprovada lei para divulgação de remédios em falta e prazo de reposição

06 Jul

Apesar do voto contrário de dez vereadores, foi aprovado nesta quinta-feira (6) um projeto de lei para divulgação de medicamentos em falta e disponíveis, no site da Prefeitura e nas unidades de saúde de Campo Grande. O projeto prevê ainda prazo de dez dias para que remédios de uso contínuo em falta sejam repostos na rede. O autor da proposição, vereador André Salineiro, teve que argumentar para convencer os colegas sobre a importância da lei.

Vereadores contrários ao projeto argumentaram que seria “muito complicado” atualizar o site da Prefeitura sobre os medicamentos, porque as alterações ocorrem rapidamente e, além disso, o trabalho “geraria custos ao município”. Salineiro defendeu o texto, explicando que não haveria custo algum, pois pessoas que já trabalham na administração e nos postos poderiam apenas fazer o trabalho de atualizar as informações no site e por meio de papeis afixados nas paredes das unidades de saúde, como postos e UPAs (Unidade de Pronto Atendimento).

Essa foi a segunda votação do projeto na Câmara Municipal. Agora, o texto segue para sanção ou veto do prefeito Marquinhos Trad. “É um direito da população saber quais remédios estão em falta em um local e onde encontrá-los. O prazo de dez dias também é muito importante, porque para uma pessoa que precisa do medicamento contínuo, dez dias ou mais faz muita diferença. Somente quem precisa sabe a dificuldade que é ir ao posto e não conseguir nada”, disse o propositor do projeto.

Caroline Maldonado

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